Apolo, filho de Zeus e de Leto, era um dos mais belos deuses do Olimpo.
Irmão gêmeo de Ártemis, a deusa caçadora, era Apolo o patrono da música e das artes, das profecias e das revelações. 
Em Delfos, o deus Apolo presidia o mais famoso oráculo da Grécia, para onde viajavam centenas de peregrinos em busca de orientações e de informações acerca de seus destinos, do que o futuro lhes reservava. Caberia à Pitonisa representar o deus. 
Como era comum aos deuses gregos, Apolo manteve vários casos amorosos com mortais e imortais, bem como entre homens e mulheres; alguns amores foram correspondidos e outros não; no entanto, via de regra, Apolo costumava ser rejeitado.
Apolo se apaixonou pelo jovem e belo Jacinto, o qual passou a corresponder a tal sentimento. Contudo, Jacinto era também amado por Zéfiro, o deus do Vento Oeste, a quem não dava a menor atenção.
Certa feita, Apolo e Jacinto, em descontraída brincadeira, disputavam um arremesso de disco. Enciumado com tamanho entrosamento e afinidade, Zéfiro fez soprar um forte vento no momento em que Apolo lançava o objeto, desviando sua trajetória.
De forma acidental, o disco acertou em cheio a cabeça de Jacinto. O golpe foi fatal, causando-lhe a morte imediata.
Apesar dos esforços empreendidos, Apolo não conseguiu trazer Jacinto de volta à vida e, desesperado, acompanhou com torpor o sangue se esvaindo de seu corpo, inerte.
Para compensar tamanha tristeza, Apolo transformou o sangue de seu amado em uma flor azul-escura, a ser denominada de jacinto, em sua homenagem.
A flor de jacinto é bela e perfumada, cultivada em vários locais do Planeta e existe em diversas cores.
A trágica história de amor entre o deus Apolo e o jovem Jacinto é capaz de nos fazer extrair várias lições, em especial, a de que por mais que soframos atribulações e tormentos ao longo de nossas vidas, somos plenamente capazes de transformar a dor em amor, em uma bela, colorida e perfumada flor, a ser regada continuamente pelo que de melhor restou.


Grecianny Carvalho Cordeiro
-Promotora de Justiça

APOLO E JACINTO – DA DOR, UMA FLOR
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