Então é Natal

Então é Natal.

O ano se aproxima do fim. Sem que sequer tenha começado. Sem que sequer tenha sido vivido com toda a plenitude, realizando os sonhos almejados, concretizando as metas traçadas. O mundo parou. O tempo parou.

De forma atípica e inusitada, chegamos ao final do ano sem que tenhamos comemorado o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia das Crianças, nossos aniversários e os daqueles que nos são caros. Não houve festa, bolo, troca de presentes ou mesmo almoço de família nos dias de domingo. Não houve abraços apertados entre irmãos que demoram a se encontrar. Não houve trocas de olhares de puro deleite entre o pai idoso orgulhoso do filho. Não houve cheiros carinhosos da filha na testa da mãe idosa. Não houve, sequer, trocas de insultos à mesa entre parentes, nos tradicionais encontros familiares. O ser humano se reinventou.

Talvez seja o momento de, mais do que nunca, celebrarmos com alegria e renovadas esperanças a data de nascimento do menino Jesus, afinal, inúmeras foram as provações nesse ano tão difícil marcado por uma pandemia de proporções assombrosas.

Talvez seja o momento de, olharmos para nós mesmos e avaliarmos os ensinamentos extraídos do involuntário confinamento: as perdas e os ganhos, as alegrias e as tristezas, as dificuldades e os desafios superados, os amores e os dissabores.

Porque “quando vier o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá” (Coríntios 13:10), e que permaneçam a fé, a esperança e, sobretudo, o amor.

Grecianny Carvalho Cordeiro

Promotora de Justiça e Escritora

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