ENTÃO É NATAL!
Fim do ano se aproximando e, como de praxe, aproveitamos para fazer um balanço sobre nossa vida, algumas retrospectivas, outras, melhor nem lembrar. É o momento propício para traçar novas metas para o novo ano que desponta no horizonte, de fazer aquelas juras secretas, aquelas promessas de fazer ou deixar de fazer algo que nos parece impossível.
Ouve-se demais: “Deus foi muito bom para mim esse ano, troquei de carro, tive um aumento de salário no trabalho, fiz aquela viagem dos sonhos”, mesmo parecendo quase surreal em tempos de crise econômica.
Ouve-se de menos: “Nesse ano eu consegui perdoar meu desafeto, semeei o amor ao próximo e trouxe felicidade para mim e para muitos, construí um castelo de paz onde muitos puderam dele desfrutar”.
Procuro lembrar das notícias boas escutadas no rádio, lidas nos jornais e revistas impressos, assistidas na televisão. Não ficou quase nenhuma. Não que uma notícia boa, exaltando algum gesto nobre, não mereça ser lembrada. Nada disso. É porque se tornou em algo tão incomum que muitas vezes se perde num lamaçal de notícias ruins.
E o que vem sempre à memória são as imagens de guerras tresloucadas sem nenhum sentido, com mulheres e crianças sendo violentadas, homens perdendo sua dignidade, sua honra, seus lares, seus países. Aleppo.
Ou então a luta desesperada dos refugiados em busca de um lugar mais digno para viver, sendo vitimados pela intolerância e pelo preconceito. E vem as imagens dos inúmeros ataques terroristas, covardes, cruéis, atingindo pessoas inocentes, com o único propósito de chocar, de causar medo, revolta e espanto, como se esse fosse o melhor caminho para a construção ou reconstrução de qualquer coisa ou de um mundo menos desumano.
Voltando para a nossa realidade, nos deparamos com a mesquinhez, com a corrupção, com a degradação de valores, com a desvirtuação da ética e da moral. Homens públicos ou não envolvidos nos atos mais vis e desprezíveis. E muitos nem se dão conta da danosidade de suas ações, pois acham que o simples fato de não usarem armas para furtar e roubar os tornam melhores que os terroristas, que os estadistas ávidos por guerra, esquecendo que suas atitudes são decisivas para a falta de educação, saúde, segurança pública, de que nosso sofrido povo tanto precisa.
Então é Natal. Que os ensinamentos de Jesus ou dos homens e mulheres mais puros que passaram por esse planeta entrem em nossos lares e especialmente em nossos corações.
Grecianny Carvalho Cordeiro
Promotora de Justiça
Feliz Natal

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