Passado o Dia da Independência, nunca é demais refletir sobre o nosso Brasil, sobre um povo que mesmo sem brado retumbante, nem por isso deixa de ser heroico.
Porque para ser brasileiro tem que ser herói.
Para aguentar tanto descaso do poder público, dos políticos e demais autoridades. Para aguentar as malas de dinheiro oriundas da corrupção e as contas nos paraísos fiscais que tanto poderiam melhorar os terríveis serviços públicos prestados pelo Estado, que só cobra impostos sem aplicar o dinheiro arrecadado nas áreas para as quais deveria destiná-lo.
O Brasil de um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança não consegue se fazer real em sua terra, e o céu continua nebuloso e tristonho com tanta desesperança que nos invade o peito.
Um país gigante pela própria natureza, belo e forte, amesquinhado e minimizado pelos homens públicos que o governam, com suas maracutaias, com seus jogos de interesses de toma lá, dá cá, usurpando e se apropriando da riqueza que deveria ser de todos os brasileiros.
Brasil. Teu futuro deveria espelhar grandeza, mas tudo o que se consegue ver é um mar de lama de corrupção, assegurando que vivamos sempre andando para trás, regredindo ao invés de progredir.
Pátria amada. És mesmo mãe gentil. Pois mesmo sendo ultrajada por tantos filhos teus que fogem à luta, que não te temem, nem te adoram, consegue se manter em pé, mesmo que nem tão firme nem tão forte.
Pátria amada que somente os corruptos e corruptores deitam em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, em seus iates, helicópteros e jatinhos que os transportam para ilhas, casas de veraneio, viagens pagas com o dinheiro que deveria servir ao povo.
O Brasil, o florão da América, não mais fulguras nem ilumina ao sol do novo mundo, embotado pelos filhos degradados que exterminam as flores de teus campos, que eliminam todas as formas de vida dos seus bosques, vendendo sua floresta, loteando suas terras, exterminando os sonhos de um futuro próspero e de paz, pois não há glórias no passado, tampouco no presente.
A justiça, quando tenta erguer a clava forte, se enfraquece por si mesma e por aqueles que contra si investem, porque nem a temem nem a adoram, pelo contrário, a manipulam e a enganam.
Pátria amada em que o salve, salve, se transformou em grito de guerra de facções criminosas dentro e fora dos presídios.
És mesmo mãe gentil e por isso adorada.
Pobre Brasil.
SALVE ,SALVE NOSSA PÁTRIA AMADA

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